terça-feira, 8 de dezembro de 2009

parte 3

Max está no topo de um edifício. Aproxima-se da varanda e vê os homens da aldeia a batalharem e a invadirem as casas uns dos outros. Manda um berro que ordena a evacuação da cidade. As pessoas começam a ir-se embora. Acorda com o ranger de dentes de Anika. Os outros soldados das camaratas também estão acordados. Levanta-se e pega numa pequena caixa de onde tira as divisas. Olha para a farda e vê piolhos.
Max está em frente a uma bacia de água a ferver onde mete a farda. Os piolhos começam a saltar. Sai das camaratas para fumar e encontra Ott que o informa que vão fazer buscas nas aldeias dos arredores. Pelo caminho o camião fica atolado. Os homens empurram-no com esforço. Max aproveita para fumar um cigarro. Vê-se uma placa a dizer Péréiasislav.
Max está com os soldados dentro de uma casa muito velha. Os Homens vasculham os armários, levantam os tapetes... encontram-se lá uma mulher, uma criança e um idoso que tremem de medo. Max sai e vai até ao bosque. Vê um monte de folhas e dá-lhes um pontapé ficando á vista restos humanos em decomposição. Max dá um salto para trás com o susto e sai dali rapidamente. Quando chega á zona das casas Ott está a apontar a arma para um vulto ao longe. Vê-se uma camponesa grávida a cair. O enfermeiro vai até ao corpo com dois soldados e ordena-lhes que a levem para dentro de uma casa. O enfermeiro faz-lhe uma cesariana. Ott pega na criança e esmaga-lhe o crânio contra um fogão. O enfermeiro mata Ott. É dada ao enfermeiro a possibilidade de fugir para a mata com um pequeno avanço. O Teilkomando regressa transportando o corpo de Ott.
Aue convida Anika para ir com ele para Karkov como ordenança. Já em Karkov Max apresenta-se a Blobel. Este, meio bêbado, leva-o até a um pequeno quarto da AOK. Expulsa raivosamente o homem que lá está para que Aue se possa instalar e sai. Aue pega em dois cobertores e deixa-os num divã que se encontra à porta do quarto para Anika. De manhã ao sair do quarto vê seis soldados que arrastam á força uma mulher para uma cave. Quando este desaparecem repara em inscrições nas paredes “queremos voltar para a Alemanha”, “Estamos sujos e temos piolhos”. Ao sair do edifício ouve explosões e repara nos vários camiões de trigo com DEUTCHLAND escrito na lateral. Na rua estão várias pessoas enforcadas; crianças, mulheres, homens e idosos. Militares e alguns civis riem e tiram fotos, os russos e os judeus passam de cabeça baixa. Max assiste no cimo de umas escadas sem desviar a vista. Chega Blobel e anuncia com entusiasmo o camião Saurer como uma descoberta feita por Nebe quando este adormeceu no carro. Mulheres e crianças são carregadas no seu interior. Judeus imploram para que os deixem sair. Quando abrem o camião, vêm os corpos incrivelmente sujos. Todos os soldados estão enjoados, o condutor vomita para o banco do passageiro. Max está a olhar para as manchas que tem na roupa quando repara numa criança que chega á praça a correr com uma granada na mão. A criança aproxima-se dos soldados e explode matando Anika. As suas entranhas ficam espalhadas pelo chão, caindo algumas na roupa de Max. Soldados entram em pânico e disparam sobre um grupo de crianças que joga à bola uns metros mais à frente. Max está estático, em choque.
Max está a sair num consultório médico, com a roupa velha e suja, mais magro e com olheiras profundas. Um oficial dirige-se a ele e informa-o que vai ser transferido para a Crimeira para averiguar se os povos caucasianos são ou não berjuden.
Já na Crimeira vai numa operação até ás montanhas. Enquanto inspeccionam as casas ouvem-se em gritos. Max e mais alguns soldados vão a correr na direcção do barulho e encontram um alemão ensanguentado caído no chão com as calças desapertadas, uma adolescente meia nua e o seu pai com uma espingarda na mão. Um dos homens que pertencia á operação, Hohenegg, assume-se como sendo médico e tenta salva-lo, Max ajuda-o. Os oficiais tentam agarrar o montanhês mas este começa a tentar fugir correndo um pouco ao acaso. Um dos oficiais dispara sobre ele mas acaba por acertar num outro oficial. Na viagem de volta Hohenegg e Max combinam ir jantar.
Um batalhão chega a uma antiga fábrica de vidro onde estão judeus. Durante o fuzilamento um velho com uma criança ao colo aproxima-se de Max e deseja-lhe que sobreviva à guerra para que tenha pesadelos para toda a vida. Um soldado grita a Max por este não ter reagido á provocação. Max responde-lhe que no lugar dele talvez disse-se o mesmo. Max está a sair da fábrica, quando vê Turek a bater num judeu com uma pá, repreende-o duramente, tira-lhe a pá e diz-lhe que irá fazer um relatório sobre o seu comportamento.
A Einstatzgruppe de Aue é mobilizada para Vorochilovosk. O sol está muito forte tornado o caminho penoso; carros ficam atolados na terra, os soldados, suados e com a cara cheia de poeira, têm que os empurrar.
PAI VAI EMBORA